Uma mulher,
Com os olhos esbugalhados.
Dentes, completamente estourados.
Diz, diz que me quer...
Seus cabelos,
Completamente embaraçados.
Respeitos, que lhe foram roubados.
É contrariada no que fizer...
Sua vida,
Maltratada, medida e remedida,
Agora, agora está banida.
Pois nada pôde fazer...
Seus olhos,
Simplesmente choram.
Aos poucos imploram,
Por algo que não pode ver...
Suas mãos,
Plenamente calejadas,
Estão muito cansadas.
A vida, nada pôde ofertar...
Sua canção,
Providamente cantada,
Triste, na calada,
Apenas me faz chorar...
Na esmola,
Que lhe foi ofertada,
Recebe, fortemente calada,
Pois nada lhe restou...
Em sua alma,
A dignidade foi furtada.
Orgulho e vida dilacerada,
Por fatos não agüentou...
Em uma ponte,
Procurava inconformada,
Onde estava a vida tão amada,
Onde estava seu amor...
Em um olhar,
Puro, farto e trêmulo.Pulou!
Com o corpo inepto e frêmulo,
Se fez, amante do Senhor...
João Gabriel Castanhari 27/02/2003
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