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sábado, 6 de agosto de 2011

MÃOS

Simplesmente mãos:

Tocando;
Acariciando;
Apertando;
Deslizando.

Mãos que percorrem todo o corpo, em uma ação incumbida de querer mais...
Elas querem conhecer cada detalhe, curiosas como sempre, não param de deslizar.
Imaginam lentamente o que há por traz do toque: algo macio, afagável, quente e arrepiado.

Seu toque, aos poucos desperta um ser enjaulado, morbidamente, um instintivo animal, querendo sair, querendo ser ele mesmo.

E elas aumentando o ritmo da curiosidade:

Percorrem cada vez, mais rapidamente e compassadamente por todos os detalhes;
Desvendar seus segredos, sua intimidade, é mais que uma meta para essas mãos...

Elas querem tocar sua alma, descobrir onde está sua sensibilidade, e ali ficar.

Mãos, que simplesmente servem, para servir;
Servem para o prazer...

João Gabriel Castanhari     06/08/2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PELA PRIMEIRA VEZ

Frio rasgando as entranhas, simplesmente frio...
Ele a olha, vê todos os detalhes existentes em sua alma.
Seu reflexo é simplesmente puro e adorável.
A pele arrepiada, faz com que a sensação aumente cada vez mais...
Ela o olha, num olhar tímido e fulminante ao mesmo tempo.
Parece que seus olhos transpassam sua alma, fixados, perplexos em uma viagem sem fim.
Luta pela fisionomia serena, tentando não demonstrar tamanha satisfação.
Essa luta constante em sentir, se perder, enlouquecer e não querer transparecer;
O deixa cada vez mais fora de si...
Faz com que ele, não domine seus próprios reflexos, agindo instintamente, como um animal voraz, faminto, com sede de poder.
(Puro desejo)
Ela sente o quanto mexe com ele, fazendo com que não tente mais controlar suas expressões faciais, simplesmente se entrega por inteiro a esse momento estranho.
Pensamentos sincronizados, atitudes volúpias.
Movimentos que aumentam, aumentam, aumentam...
A expressão de horror toma conta de suas faces em um momento, e logo em seguida: calma constante, pois o objetivo foi cumprido...

João Gabriel Castanhari     04/08/2011

REFLEXOS DE UM FRIO QUENTE

Um corpo aquecendo o outro.
A transpiração que provoca arrepios.
Os ares quentes sendo arremessados no pescoço e por todo o corpo;
Que logo esfriam e provocam uma gostosa sensação trêmula.
A satisfação no olhar, com voracidade e calma ao mesmo tempo.
Freneticamente, os movimentos são rítmicos, num compasso reluzente.
E de repente, tudo acaba, no olhar, a sensação simples de satisfação.
Nos lábios, o gosto de quero mais...

João Gabriel Castanhari     04/08/2011