Eu. Não sou nada
Para dizer, ou viver
Com a manada.
Não sou sociável,
Minha vida é fato
Inexplicável.
Não, não pertenço,
Pois ainda penso,
E não sou de nenhuma espécie.
O convívio já tentado,
Simplesmente foi roubado,
Pelo arbitro forjado.
Não me dei bem com
Abelhas, pois ferroavam
Sem pensar.
O veneno de seus ferrões,
Era o mesmo veneno
Dos próprios ladrões.
Tentei me comunicar
Com macacos,
Mas eram pobres fracos!
Simplesmente eram
Muito acomodados,
Só pensavam em pular e se divertir.
Me aproximei dos elefantes,
Eles eram inteligentes.
Pensativos...
Mas só pensavam em sossego,
Monotonia, vida boa, dormir.
Mas eu não conseguia fingir.
Meu ego era forte.
Adorava andar, me divertir.
Mas também gostava de pensar!
Tentei acompanhar a girafa.
Ficamos ótimos amigos.
Ela era só. Gostava de exercícios!
E era uma ótima pensadora,
Ficamos um belo tempo juntos.
Mas não consegui acompanhá-la.
Ela era muito superior a mim.
Era de Classe Alta, e eu um
Ser de Classe Baixa, um
MEDIOCRE!!!
A nossa Classe Social era
Muito diferente.
Me afastei, com tristeza...
Tentei até me associar
Ao bando das aves.
Elas eram imponentes.
Ótimas caçadoras.
A que mais me afeiçoei
Foi a Águia...
Eu a admirava, sua
Visão do Mundo era
Longínqua. Via a tudo!
Forte, retumbante.
Propriamente triunfante.
Sempre se destacava.
Mas sua cabeça era
Muito pequena.
Brigava e matava a toa.
ERA UMA CRIMINOSA!
ASSASSINA!!!
E muito teimosa...
Tentei viver com os
Coelhos...
Era ágeis, flexíveis.
Pensativos. Tinham tudo
Para se destacar.
Mas eram frágeis.
Facilmente massacrados,
Pelos grandes e poderosos.
Até eu, tinha receio em tocá-los!
Andei, andei e andei.
Mas não consegui me colocar,
Em nenhuma espécie.
E pensar que nesta selva
Tão grande chamada CIDADE.
Ou simplesmente CIVILIZAÇÃO!
Não há nenhuma espécie,
Que se preocupe com
As outras. E não há aceitação!
João Gabriel Castanhari 13/05/2003
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