Encontre uma idéia:
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Queria que tudo se resolvesse plantando bananeiras.
Quem sabe, estando de cabeça para baixo, o mundo não se reposicione, a inversão de valores não se resolva, o amor supere o ódio e a timidez não vá embora?
UMA DOSE
Todos sempre precisam de uma dose:
De amor;
De saudade;
De esperança;
De foco;
De sexo;
De vinho;
De besteira;
De seriedade;
De silencio;
De voz.
Todos têm uma dose:
De maldade;
De desdém;
De desilusão;
De inépcia;
De frigilidade;
De bebedeira;
De mau humor;
De irresponsabilidade;
De falar demais;
De se calar no momento errado.
A questão é: saber se equilibrar na corda bamba da vida.
Mas uma dose, sempre resolve esse problema.
João Gabriel Castanhari
06/05/2015
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
TU SABES QUE SEI
Tu sabes que sei,
E sabendo saberei.
Que nada sei,
Além do que sei.
Tu sabes que sei,
E sabendo saberás.
Que quanto mais souber,
Menos entenderás.
Tu sabes que saber,
Não é suficiente para entender.
É preciso conhecer, experimentar.
É preciso saber viver, saber amar.
João Gabriel Castanhari 22/01/2015
PORTA ENTREABERTA
Vi a luz entre as frestas.
(Talvez um pouco de esperança)
Vi pesadelo em todas as festas.
(Medos e traumas de criança)
No sussurro cálido e frígido.
(Não saber o que fazer e nem onde ir)
No olhar amedrontador e rígido.
(Ficar e se perder, mas querer fugir)
Entre aquela pequena aresta.
(Deseja alívio na imaginação)
E no pouco que lhe resta.
(Melhor calar e sufocar o coração)
Assim se foi aliviado.
(Sua dor finalmente cessou)
Recuperou o que lhe foi roubado.
(A porta entreaberta, não mais lhe incomodou)
João Gabriel Castanhari 01/12/2014
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
GENTE
Eita gente!
Mas é muita gente;
Que assim, de repente
Tão sem sal ou surpreendente;
Vem e faz parte da vida da gente...
É gente sem açúcar;
Gente chata pra valer.
Gente suja e vulgar,
Pessoas que falam sem saber...
Alguns são legais,
E quando se percebe já fazem falta.
Uns loucos, outros normais;
Gente com classe e gente sem pauta.
E no meio disso tudo,
Lesado e perdido.
Vou vivendo carrancudo,
Observando o perigo.
Mas eu não sou mau,
Ou chato como parece.
Apenas não acho normal,
Gente que se esquece.
Esquece que a vida da gente,
Deve ser vivida por nós.
Mas entre tanta serpente
Envenenando o dia a dia.
Ainda tem gente que vive pra trazer alegria.
João Gabriel Castanhari 18/08/2014
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Mundo dos sonhos
Acordou, observou as luzes.
(Nada era igual)
Percebeu que todas aquelas cores não falavam a verdade.
(Eram apenas iguais)
Apenas tons...
Tons sobre tons.
(Tons de cinza)
Olhou no espelho.
(Não reconheceu o reflexo)
Aquela face tremula não era sua.
Ela o olhava, desesperadamente...
Falava, gesticulava, suplicava.
(Mas não podia ser ouvida)
E ainda entrelaçando as pernas, com a vista embaçada
percebeu:
Era apenas um sonho.
(Distorcendo a verdadeira realidade)
Se calou, fazendo o melhor que podia.
(Voltou a dormir)
Tentou ir para um lugar distante.
No seu imaginário...
(Subconsciente)
Buscou sua verdadeira face:
Se entregando para a vida dos sonhos do mundo...
Fez o que podia mas não foi o bastante.
(Simplesmente acordou)
João Gabriel Castanhari
01/08/2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
Calma amor, foi apenas um sonho...
Foram apenas alguns segundos na minha mente, nada demais, nada se passou. E quando percebi, eram dias, semanas, meses...
Tudo havia mudado; você mudou.
Nada mais era como deixei. E
tudo que eu deixei era, já era como se nunca houvesse existido...
Sobraram apenas pedaços,
talvez peças. Algo comparado a um quebra cabeças confuso e iníquo.
E esses pedaços sem encaixe
absoluto, com peças faltando e pedaços despedaçados se fez...
Essa era a minha lembrança, o
meu pequeno pedaço de existência do mundo.
Confuso, tento me levantar.
Meu corpo dói, meus ossos
ardem, meus músculos formigam...
E vacilante, caio.
Ali fiquei horas, minutos ou
talvez segundos.
Não sei mais o que é o tempo.
Tudo é relativo em meio à
confusão desse quebra cabeça. Sinto um vazio frio na espinha; o medo me domina
e a solidão me assombra.
E num sussurro trêmulo, em
desfalecia confusa entre a vista embaçada revejo você e ouço: "Calma amor,
foi apenas um sonho..."
Minha realidade volta a ser
sonho e sorrindo para você, acordo do pesadelo da vida.
João Gabriel Castanhari 26/05/2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
Internet: A censura incensurável de uma ideologia
Uma terra de ninguém, em que todos interagem sem hierarquias. Assim podemos definir a internet.
Um lugar onde o propósito real é ser ouvido, mas ouvir também é interessante...
O melhor ponto de expressão inventado pelo homem, em que censura é algo utópico, surreal, insolúvel.
Será isso tudo verdade?
Até onde pessoas podem se expressar, interagir, ver conteúdo, se apossar de conteúdo sem ser descoberto?
Em que momento o conceito de coletividade, igualdade de expressão, e verdade se perdeu?
Somos livres, fazemos o que queremos na internet.
Inventamos modas, tendências, softwares...
Somos a geração Y, detentora do Open Souce, da coletividade, do Free...
Somos os que respeitam simplesmente por admiração e não por imposição...
E entre todos esses bits, bytes e dados.
Todos esses códigos binários que determinam a informação eu lhe afirmo:
Liberdade é algo utópico para os que detem o poder.
Aquele que possui Know how suficiente, detem a informação.
É ele quem descobre o que você fez, quando fez, como fez e por que fez, simplesmente por querer...
O conhecimento quebra as regras da internet e determina quem tem o poder.
A falta de hierarquia utópica, aos poucos mostra sua verdadeira face; Detendo o conhecimento, dentendo a sua liberdade, detendo a informação...
O verdadeiro conhecedor sabe que é ele quem governa sua mente, determina seus hábitos e invade sua privacidade...
O verdadeiro conhecedor, aquele por trás de tudo, dono do mercado, dominador do mundo, tira sua liberdade aos poucos sem que você perceba.
A política chega à zona livre; Chega a internet; Determina sua censura, através da força...
E por essas e outras perguntamos mais uma vez:
Se o dinheiro move o mundo, onde está a ética afinal?
Onde está a liberdade da censura incensurável?
João Gabriel Castanhari 01/07/2012
sexta-feira, 7 de março de 2014
BIPOLAR
Eternamente sóbrio nas palavras, mas as atitudes fraquejam as vezes.
Quem não fraqueja?
As vezes...
Somente as vezes digo o quanto, do resto me calo para não precisar confessar.
Fraquejar é humano, mas a dor dói.
Quem ousa confessar?
Há de sentir o frio na espinha...
Quem confessa e se sente renascer depois de morrer.
Confessar mata, mata a ilusão.
Confessar mata, mata a fraqueza.
Sou forte ao confessar que;
Mesmo sem querer...
Ainda sou o mesmo fraco;
Almejando ser o melhor em não fraquejar.
Mas admitindo ser fraco, fraquejo!
Oh! Eu fraquejei denovo...
Mas afinal, o que estou dizendo?
Talvez uma boa noite de sono resolva;
A incógnita do mundo, a incógnita de ser...
João Gabriel Castanhari 07/03/2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
CONTROLES
Pira,
Pára.
Gira,
Para parar.
Pára.
Gira,
Para parar.
Ligue o som.
Abaixe o volume da TV.
Está calor, aumente o ar.
Aperte o botão, troque o slide.
Abaixe o volume da TV.
Está calor, aumente o ar.
Aperte o botão, troque o slide.
São tantos,
Tantos controles.
E nenhum controle….
Tantos controles.
E nenhum controle….
Ele não quer obedecer.
Eu não vou me calar.
Parece que o remédio não funciona.
Me dê seu telefone, juro que vou ligar.
Eu não vou me calar.
Parece que o remédio não funciona.
Me dê seu telefone, juro que vou ligar.
Não ligo pro som alto.
Não ligo se a TV desligar.
Não tenho frio.
Não quero o slide trocar.
Não ligo se a TV desligar.
Não tenho frio.
Não quero o slide trocar.
E no final:
Quero ofertas e faço barganha;
Troco controles,
Pelo dom de me controlar….
Quero ofertas e faço barganha;
Troco controles,
Pelo dom de me controlar….
João Gabriel Castanhari 09/02/2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
SINGELO CALENDÁRIO
Um dia nasce,
Um dia passa.
Outro renasce,
Nada se passa.
Um dia nasce,
Mas sem diferença.
Um nó no enlace,
Uma nova sentença.
A planta nasceu,
Cresceu,
Floresceu,
Semeou,
Murchou,
E você não percebeu...
Os dias passaram,
Em um singelo calendário.
Não sentiram e nada falaram;
Dias de viver involuntário.
João Gabriel Castanhari 22/01/2014
domingo, 24 de novembro de 2013
SEPARADOS POR UM MURO
Os dias são falhos,
Mas a alma não se engana.
Alguns são cheios de orvalhos,
Formando uma película profana.
As noites são calmas,
Para quem as vê de longe.
Não lhe revelam os traumas,
E a diferença entre o sábio e o monge.
As semanas são corriqueiras,
Passam rápido sem se perceber.
Mas algumas duram uma vida inteira,
Muitos não sabem o que fazer.
E entre todas as estações,
Depois do verão vem o inverno.
E entre todas as insatisfações,
O momento pode ser único ou eterno.
E assim que é a vida,
Pois nunca será o bastante.
Sempre existirá cura e ferida,
Sempre existirá algo frustrante.
Os ciclos renovam o futuro,
No buraco de minhoca do tempo.
Presente e passado separados por um muro,
Na ficção cientifica do contentamento.
A humanidade complica tudo,
Por simplesmente ser humano.
E é assim que o manipulado se torna mudo,
E é assim que acontece o engano...
João Gabriel Castanhari 24/11/2013
terça-feira, 22 de outubro de 2013
MORTO PELA SORTE
E voltarei a ser o que era;
Por que o que era,
É realmente o que sou.
E assim serei eu;
Como nunca havia deixado de ser,
Entre todos os momentos que me perdi.
Me perdi, mas ganhei;
E talvez meu ganho tenha sido pouco.
Talvez comparando,
Ainda perco ganhando.
Nos meus dias de ressaca moral,
Eu era bravo e forte aos olhos de poucos.
Um ser vivo e forte;
(morto pela sorte)
No meio de toda essa erupção, chamada:
Vida...
João Gabriel Castanhari 22/10/2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
PALAVRAS TORTAS
A mentira
Foi falada.
A verdade
Profanada.
Esse reflexo no espelho
Não é meu...
Conta historia,
Que vira escoria.
E nada se salva.
Ah se eu fosse eu,
Seria mais fácil pra mim.
Mas eles falam,
Se entregam na mentira.
E da verdade se regalam,
Sua palavra vira uma pira.
E se eu pudesse,
Entender a verdade do mundo.
Não me lançaria ao fundo;
Nem me calaria em solidão.
Mas quem sou eu pra contestar,
Apenas mentiras aprendi a contar.
E com palavras tortas,
Povoar meu coração...
João Gabriel Castanhari 18/10/2013
domingo, 6 de outubro de 2013
O QUE RESTOU
Surdo;
Ouve as necessidades da voz.
Mudo;
Suas palavras nunca estão sós.
Cego;
Na mentira da verdade,
Sempre enxerga além.
Aleijado;
Sem as mãos por vaidade,
Reverencia o sinal do amém.
E todos fazem,
Sabendo da dificuldade.
E se preciso refazem,
Não desistem da verdade.
Um simples gesto,
Para você não é importante.
E para o resto,
Nunca é o bastante...
E eles?
(se contentam com o que restou?)
João Gabriel Castanhari 06/10/2013
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