Me olhas aqui deitado;
Neste pequeno "caixo" de madeira.
Me olhas enclausurado;
E lembras de uma vida inteira!
As flores que me rodeiam;
Não são o suficiente
Para apagar minha dor.
Minhas mãos cruzadas,
Lembrando paz;
Já não me fazem
Lembrar de amor!
Me olhas aqui deitado;
E não entendes
O que acontece!
Aqui estou calado.
E todos me rodeiam;
Rezando uma prece.
Minhas mãos que tanto te acolhiam.
Agora estão geladas;
Em meu rosto não há mais vida,
E minha cara está pálida!
E aqui estou;
Esperando a hora final.
O sacramento da vida;
E a paz celestial.
E com certeza eu vou;
Sabendo que todos estão amparados.
Que não precisam de mim.
Pois sou apenas um coitado!
João Gabriel Castanhari 13/08/2002
Nenhum comentário:
Postar um comentário