A minha face escancarada,
Simplesmente espera,
Espera a chegada.
De uma vida mal amada,
Ou em fatos recalcada.
O meu olhar indeciso,
Inepto e vidrante.
Tenta o suicidio,
E morre trêmulo,
Amargo num instante.
A força do cianureto,
Queima minhas narinas.
Já não sinto meu lado direito...
As fadigas começam,
O tremor do corpo
Não pára.
E meu coração submerso,
Aos poucos, então,
Dispara...
Meus olhos,
Aos poucos
Perdem o brio.
Fraco e desalmado,
O meu corpo
Já está vazio!
Meu Deus,
Por que não
Me leva logo?
Não agüento mais,
Esta forte
E louca situação.
Depois da passada,
Pela morte.
Então terei sorte.
E por fatos povoarei,
Meu amargo,
E tremulo coração.
Quando estiver,
Farto e indeciso.
Minha vida,
Se fará no paraíso!
João Gabriel Castanhari 24/06/03
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