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sábado, 17 de julho de 2010

A MORTE

A minha face escancarada,
Simplesmente espera,
Espera a chegada.

De uma vida mal amada,
Ou em fatos recalcada.
O meu olhar indeciso,
Inepto e vidrante.

Tenta o suicidio,
E morre trêmulo,
Amargo num instante.

A força do cianureto,
Queima minhas narinas.
Já não sinto meu lado direito...

As fadigas começam,
O tremor do corpo
Não pára.

E meu coração submerso,
Aos poucos, então,
Dispara...

Meus olhos,
Aos poucos
Perdem o brio.

Fraco e desalmado,
O meu corpo
Já está vazio!

Meu Deus,
Por que não
Me leva logo?

Não agüento mais,
Esta forte
E louca situação.

Depois da passada,
Pela morte.
Então terei sorte.

E por fatos povoarei,
Meu amargo,
E tremulo coração.

Quando estiver,
Farto e indeciso.
Minha vida,
Se fará no paraíso!

João Gabriel Castanhari     24/06/03

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