Censura pura e nua,
Com poderes do mal,
Fazendo minha luta,
Em um mundo astral.
Esta putrefação,
Se apossa dos seres,
Pela inequação,
Querendo poderes.
Andando pela estrada,
Sigo caminhando,
Me vejo na entrada,
Como fogo em pranto.
Meus olhos se afundam,
Diante de um ser,
Olhares me acudam,
Não quero morrer.
Aqui está muito quente,
Eu ardo em chamas,
Vigente na semente,
Vejo uma cigana.
Seus olhos esbugalhados,
E os dentes podres,
Eu fico assustado,
Com os seus horrores.
Ouço gemidos horríveis,
Podres suplicantes,
Olhares puro e frio,
Mente delirante.
Ao longe vejo uma
Linda mulher de vermelho,
O seu poder me excita,
É puro e verdadeiro.
Seus olhos vermelhos,
Me lambem de fogo,
Me hipnotizam em pouco
Aos poucos...
Em sua risada medonha,
Encontro o mal,
Então sinto vergonha,
Do mundo astral.
Pobre mulher,
Ela só quer me vencer.
Com sua sedução,
Só vive do querer.
Será que é verdade,
Pura consciência.
Eu vivo liberdade,
Na minha demência.
Pobre mulher,
Ela não quer entender.
Não sabe o que quer,
Só pensa em morrer.
Só vive no nódio,
Na putrefação.
Ela só quer o ódio,
Entre o céu e o chão!
João Gabriel Castanhari (Data desconhecida)
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