Os dias são falhos,
Mas a alma não se engana.
Alguns são cheios de orvalhos,
Formando uma película profana.
As noites são calmas,
Para quem as vê de longe.
Não lhe revelam os traumas,
E a diferença entre o sábio e o monge.
As semanas são corriqueiras,
Passam rápido sem se perceber.
Mas algumas duram uma vida inteira,
Muitos não sabem o que fazer.
E entre todas as estações,
Depois do verão vem o inverno.
E entre todas as insatisfações,
O momento pode ser único ou eterno.
E assim que é a vida,
Pois nunca será o bastante.
Sempre existirá cura e ferida,
Sempre existirá algo frustrante.
Os ciclos renovam o futuro,
No buraco de minhoca do tempo.
Presente e passado separados por um muro,
Na ficção cientifica do contentamento.
A humanidade complica tudo,
Por simplesmente ser humano.
E é assim que o manipulado se torna mudo,
E é assim que acontece o engano...
João Gabriel Castanhari 24/11/2013
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