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sexta-feira, 7 de março de 2014

BIPOLAR


Eternamente sóbrio nas palavras, mas as atitudes fraquejam as vezes.
Quem não fraqueja?

As vezes...

Somente as vezes digo o quanto, do resto me calo para não precisar confessar.

Fraquejar é humano, mas a dor dói.

Quem ousa confessar?
Há de sentir o frio na espinha...

Quem confessa e se sente renascer depois de morrer.


Confessar mata, mata a ilusão.
Confessar mata, mata a fraqueza.


Sou forte ao confessar que;
Mesmo sem querer...

Ainda sou o mesmo fraco;
Almejando ser o melhor em não fraquejar.

Mas admitindo ser fraco, fraquejo!
Oh! Eu fraquejei denovo...

Mas afinal, o que estou dizendo?

Talvez uma boa noite de sono resolva;
A incógnita do mundo, a incógnita de ser...

João Gabriel Castanhari     07/03/2014

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