Numa madrugada fria,
mistério no ar.
Um ser em agonia,
eles não querem parar.
Forças já não possui,
está cansada de lutar.
De sua vontade a exclui,
não sabem quando parar.
Nos olhos o desespero,
nada estanca sua emoção.
Pensamentos em destempero,
destroçaram seu coração.
Sua submissão é um reflexo,
desprovido pela sociedade.
Uma atitude sem nexo,
está sofrendo por vaidade.
E no final está só,
limpando as feridas.
Nenhum deles tem dó,
pois a safisfação foi cumprida.
E ali no chão,
no corpo nu entre sujeiras.
Na sociedade apenas um grão,
desprovido de besteiras.
Suas vestes rasgadas,
seu olhar afogado.
Suas roupas manchadas,
pelo sangue derramado.
Limpa as feridas,
sozinha retira o sêmen.
Suas ideias estão perdidas,
entre as ruas do Iêmen.
Acreditem:
A culpa é dela,
isso tudo é normal.
Se ofereceu como uma cadela,
não se respeitou procurando o mal.
(Na revolta de todos,
apenas um choque de culturas.)
João Gabriel Castanhari 09/09/2013
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