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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

DESAVEZO



E na calada da noite;
Os pensamentos perturbados.
Entre lugares, uma pernoite;
Procuram totalmente atordoados.

Eles são vitimas do passado;
Que no futuro fez historia.
Deixando tudo isso de lado;
Reavivando a oratória.

São apenas pequenos seres;
Humanizados pelo desprezo.
Eles nunca terão poderes;
Voce não os verá por desavezo.

E então se cala;
A noite é longa e está começando.
Suas frases mudas cansaram sua fala;
Ninguém ouve o que estão falando.

Mas entre poucos;
Alguns notam toda essa dor.
Eles já estão roucos;
Não mais sabem o que é amor.

São dores suportadas;
Por seres invisíveis.
Entre todas essas palavras;
Eles apenas são vencíveis.

Uma lagrima que rola;
Na noite friamente ensolarada.
Embaixo dessa ponte cheirando cola;
Encontram forças pra mais uma noitada.

Sua mente entorpecida;
Seu remédio...
Sua vida enlouquecida;
Pelo tédio...

E eles apenas querem um cobertor;
Talvez um sorriso e um afago.
Para tentarem espantar um pouco da dor;
Mas o desavezo é tão amargo!

João Gabriel Castanhari     27/12/2012

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