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domingo, 26 de junho de 2011

ASSASSINATO MORAL

No quarto escuro,
A porta se fechou.
Simplesmente inseguro,
Sozinho aqui estou...

Não sei se meus olhos dizem,
Ou profanam toda a verdade.
Por fatos eles me contradizem,
Não sei mais o que é realidade.

Aos poucos o medo toma conta,
Os meus atos não são mais meus.
E aqui no escuro com a arma pronta,
Onde está o seu Deus?

Por que toda a fatalidade,
Torna a minha alma assim?
Acredito no escuro da realidade,
A porta se fechou para mim...

Não aceitarei conselhos hipócritas,
De pessoas sem cumplicidade.
E todas essas incógnitas,
Apenas rivalidade...

E esta arma reluzente,
Apontando para a minha cabeça.
Demonstra o que ninguém sente,
Marca aqui minha sentença.

O meu Deus,
É o dono do destino.
Destino esse seu,
Apertando o gatilho.

Algo me levou,
E no escuro eu não pude ver.
Minha têmpora se estourou,
Sem que alguém pudesse perceber...

Até onde é você que responde por seus atos?
Entenda...

João Gabriel Castanhari     26/06/2011

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