E hoje eu acordei;
Sonolento, inquieto, distraído.
E assim me levantei;
Lavei os olhos com agua fria,
Me despertei...
Pequei meus pertences.
(que sei que são do mundo)
Em minha mochila os coloquei.
(Mochila de sonhos sem fundo)
Sai apressado,
Sem ao menos olhar para trás.
Estava muito atrasado,
Não poderia adiar mais.
Ouvia risos ao andar pela rua,
Me olhavam sem que eu pudesse entender.
Foi quando percebi minha pele nua;
No meu rosto a vergonha, todos podiam ver.
Saí tão apressado que esqueci:
De vestir minha roupa de ilusões;
Com minha face revelada perdi;
Sem minha mascara, revelei minhas emoções...
Como pude assim me descuidar?
Ser eu mesmo sem vestimentas de alegria.
Meu rosto real de questionamento mostrar;
Expor minhas ideias e harmonia...
Envergonhado,
Calado me escondi.
E ali parado,
O peso da verdade senti.
Tirar a mascara, opinar;
Hoje em dia é ser alvo de gozação.
Nesse mundo alienado, se expressar;
É ser considerado o alien da alienação.
João Gabriel Castanhari 10/06/2011
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