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quinta-feira, 5 de maio de 2011

ODEIO

Odeio
A maneira com que se expressa,
Como as palavras saem lentamente
De seus lábios e o mundo pára.

E odeio
Esse sorriso, hipnótico,
Cheio de vida e resplandecente,
Que apenas faz-me pensar no quanto sou covarde.

Eu odeio
A maneira com que me afaga,
E mesmo lhe tratando mal, sempre está ali,
Com o sorriso estampado na face,
Esperando para ser útil,
E me confortar quando preciso.

Sempre odeio
A alegria existente em seu olhar a me ver,
A candura com que me admira,
Fazendo-me para todos, o melhor ser da Terra.

Odeio também,
A inequação existente em seu temor,
Confiando em minhas palavras,
Que mesmo ríspidas, não lhe trazem rancor.

E principalmente odeio
A maneira com que lhe clamo,
Todos os termos, experiências ensinadas,
Toda a virtude que a mim foi dada,
E que não sei valorizar,
Expressando como devia.

E odiando,
Todo o seu ser:
Admirado, forte, vívido, lutador.

Fazendo de sua vida,
Uma devoção de amor,
É que hoje posso lhe dizer:
Todo esse meu ódio por você,
Pode ser chamado de amor...

João Gabriel Castanhari     05/05/2011

Um comentário:

  1. Dedido esse poema, para a única pessoa que consegue suportar meu gênio díficil por tanto tempo e mesmo assim, não deixar de me amar...

    FELIZ DIA DAS MÃES para você!

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