Idealizadores de um sonho,
Que jamais se sabe acordar.
Pois o real é medonho,
Não irá nos confortar.
A utopia da vida insana,
Profana a realidade.
Seguindo essa caravana,
Sei que não chegará à verdade.
Aquele pobre ser,
Que dorme na calçada.
Nunca terá o poder,
Sempre será uma pessoa calada.
Seu olhar hipnótico ,
Clamando sua ajuda.
Não comoverá, é lógico,
Não mudará sua face barbuda.
Idealizadores de um ser,
Que vive de compaixão.
Fará tudo apodrecer,
Retirará seu coração.
A mãe que chora,
Na fila de emergência.
Fará com que tudo que aflora,
Demonstre sua decadência.
Ninguém ouvirá,
Esse choro remetido.
Nem muito menos sentirá,
O seu filho ter partido.
Pois todo o egoísmo,
E falta de condolência.
Demonstrará o abismo,
De sua incomplacência.
Idealizadores de um sonho,
Estereotipando a realidade.
Fazendo do medonho, algo risonho;
Distorcendo toda a finalidade.
Idealizadores de um ser,
Alienado, aceitando tudo.
Lhe remete todo o poder,
Através da sua falta de estudo.
Seria essa:
Uma realidade?
Ou talvez:
Uma fatalidade?
João Gabriel Castanhari 15/04/2011
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