Imagine:
Palavras que ecoam,
Sem que ninguém possa ouvir.
(Nada o notará)
Imagine:
Atitudes que ressoam,
Sem que ninguém possa sentir.
(Ninguém o tocará)
Imagine:
Nunca mais ouvir palavras,
Observar apenas bocas caladas.
(A vida se calou)
Imagine:
Os olhos estrangulados,
Para sempre foram trancados.
(A luz mais uma vez se cessou)
E as marcas, surgem na lembrança;
São seus reflexos de criança...
De quando podia observar cores,
Sentir a luz da vida,
Almejar flertadas e futuros amores.
Mas calar um coração;
Que ouve...
Que fala...
E pode ver...
Traz a mesma sensação,
De aleijar um pobre.
Que do fato decorrido,
Não tem nada a ver...
João Gabriel Castanhari 20/03/2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário